Parque das Aves em Foz do Iguaçu, um passeio essencial

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O Parque das Aves em Foz do Iguaçu, é mais um dos passeios imperdíveis para fazer na cidade. Seja sozinho, em família, com amigos, todos sairão de lá encantados! O Parque é considerado um zoológico, mas um zoológico especializado em aves. São mais de 1300 aves, de cerca de 143 espécies diferentes, espalhados em 16,5 hectares de Mata Atlântica. É um espaço desenvolvido e trabalhado para receber os animais e lhes dar conforto e qualidade de vida, já que muitos vêm de resgates e maus tratos. 🙁

Bom, já adianto que lá vem textão! Mas vai ser dos bons. I promise!parque-das-aves-204

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Dennis e a familia, julho _93 (Medium)
Dennis e Anna com as filhas. Infelizmente Dennis faleceu em Julho de 1996, mas teve tempo de ver sua criação se desenvolver. Ainda bem! (Foto: Site do Parque)

Antes, um pouco de história

O Parque das Aves foi idealizado e criado pela Família Croukamp. Dennis e Anna Croukamp moravam na Namíbia, na África, quando ganharam um filhote de Papagaio-do-Congo, fazendo com que Dennis se apaixonasse pelas aves. Alguns anos depois, pesquisando por lugares para morar, por sugestão de um amigo, eles se mudam para o Brasil e vão para Foz do Iguaçu. Assim, depois de conseguir todas as licenças necessárias, eles compram 16 hectares de floresta em uma área próxima ao Parque Nacional do Iguaçu. Anna Croukamp, veterinária, aproveitou seu conhecimento científico, mais tudo o que leu a respeito de criação de aves e começa a trabalhar na mata fechada em busca dos lugares ideais para os viveiros onde ficariam os pássaros e foi criando as trilhas pela floresta para uni-los.

As primeiras aves chegaram por doações ou empréstimos de zoológicos brasileiros e animais confiscados foram enviados pelo Ibama. Espécies de todos os continentes foram importadas, reforçando a integração dos animais. E assim, 11 meses após Dennis e Anna chegarem ao Brasil e trabalharem incansavelmente, o Parque das Aves foi inaugurado no dia 7 de outubro de 1994. Completando 23 anos agora em 2017! Atualmente o Parque é o maior parque de aves da América Latina. Eu tive o privilégio de estar lá e me deparar com Anna em um dos viveiros. Ela e sua equipe estavam colocando novos moradores para interagir com residentes!! Eram ararajubas que estavam chegando, após um período em tratamento. A algazarra dos pássaros era enorme e ela lá, feliz. Eu me emocionei ao vê-la. Sério! E num momento de total palermice só consegui dizer: – Hi, Anna! I admire to work too much! E só! Não saiu mais nada ahahahah… Ela sorriu, agradeceu e foi indo. E eu fui ficando!

Começando nosso passeio!

Logo na entrada, ao passar pela catraca, já tem um mapa mostrando por onde vamos andar, o Mapa da Aventura!parque-das-aves-10

O Parque é todo muito bem estruturado, inclusive para cadeirantes. Placas indicativas estão por todos os lados, fazendo com que as trilhas sejam auto explicativas, sendo fáceis de seguir, além disso estão numa reta só! Entra-se por um lado, faz o circuito e sai do outro lado. Isso ajuda pois as pessoas não ficam perambulando aleatoriamente. E os guarda-parques estão aos bandos (ahahahah), qualquer dúvida é só chamá-los. Um ponto importante: banheiros estão dispostos ao longo da trilha. E no meio dela, assim como no fim, tem os restaurantes vendendo água, café, refris, lanches, tudo para deixar a caminhada agradável, além da lojinha, que tem uma infinidade de coisinhas lindas à venda. Lembrando que tudo ali o valor é revertido para manutenção do próprio Parque.Ainda na entrada, em um espaço com telão, fica rodando um filme contando a história do Parque. Bem do ladinho fica a Sala dos Filhotes, onde os filhotes (claro), que precisam de algum cuidado, ficam em encubadoras. E os visitantes podem observar tudo pelo vidro. Tão pequeninos e frágeis. O legal é saber que tem aquela equipe toda, imbuída em um trabalho sério e que a gente vê os resultados.Nesse mesmo espaço passamos pela Árvore da Vida, com sua lenda da mitologia nórdica sobre o jovem deus Wotan que a encontrou e tentou fazer dela uma Fonte do Saber para dominar o mundo, mas acabou sucumbindo sob o poder da árvore. A fábula é uma alusão à sustentabilidade e a forma como cuidamos do Planeta Terra.O Parque tem vários recintos onde os pássaros ficam em seus cercadinhos ou viveiros, e possui três grandes viveiros, onde o visitante passa por gradis para adentrá-los e ai interagir com Tucanos e Araras, entre outras espécies.parque-das-aves-40Quando entramos no primeiro grande recinto, já demos de cara com vários pássaros lindos. Tivemos a sorte (de novo!) de estarmos ali quando uma perdiz botou um ovo (aquela bolinha preta, entre os pés dele é o ovo!!!) ahahahah. Um dos guarda-parques estava por perto e já tratou de protege-lo, pois um mutum grandão, já estava de olho no possível prato do dia!! A perdiz também estava ali, meio tontinha e fazendo seu barulho peculiar, parecido com um lamento. Eu fiquei tão embevecida com o acontecimento que nem me liguei de filmar a perdiz!!

Mais para frente chegamos aos cercadinhos dos Tachãs e Flamingos. O Tachã é conhecido por ter um grito agudo e forte, que pode ser ouvido a 2 km de distância e os Flamingos, bom, eles são aquela lindeza cor de rosa!

No Parque vivem flamingos chilenos e africanos. Notamos que eles estavam muito agitados, depois descobrimos que filhotes tinham sido introduzidos no bando e entendemos o motivo pra tanta gritaria! Um detalhe interessantíssimo. Os flamingos vivem aos milhares na natureza. Quem ai nunca viu aqueles programas da NatGeo, mostrando eles em coreografias elegantes na época de acasalamento? Como no Parque eles estão em número bem pequeno, espelhos foram colocados em pontos estratégicos o que simula quantidade! Eles se enxergam nos espelhos e pensam que são muitos. Essa é a forma que muitos zoológicos e parques encontraram para a reprodução da ave em cativeiro. Achei a ideia fantástica.parque-das-aves-244Continuando nossa caminhada vamos agora passar pelos Viveiros! Em cada espaço que passamos, era preciso entrar por uma espécie de corredor gradeado. Como uma proteção/contenção, caso algo de errado e as pessoas precisem se proteger. Eu me senti no Jurassic Park !! Não me pergunte por que ahahahah… Na verdade isso é apenas par demarcar o espaço de cada viveiro e mais uma forma de evitar que as aves saiam em debandada!!

Viveiro Floresta

Representando a Mata Atlântica esse Viveiro abriga aves que convivem muito bem nesse bioma. São mutuns, gralhas, sabiás e jacutingas. Todos muito bem adaptados e integrados!Viveiro Pantanal

Conhecido por ser a maior planície alagável do mundo, o Pantanal é o berço de diversos animais, principalmente as aves. Nesse espaço temos contato com os guarás e as garças, assim como os belíssimos e afáveis (mas não ouse tocar neles!!), tucanos e seriemas. Além de outras espécies que convivem amigavelmente!!

Covil dos Répteis

Aqui ficam jacarés, cobras, iguanas, lagartos. Os moradores não estavam muito a fim de se mostrar. Só os vi de longe, pois estavam em seus abrigos, quietinhos. O jacaré estava quase submerso, só com os olhos de fora e pensando: ai que preguiça dessa gente toda que fica passando aqui, justo na hora do meu almoço!!

Refúgio das Harpias e o Urubu Rei

Sempre fui fascinada por Harpias e Urubus Rei. Acho as duas aves de uma elegância que nem sei! Nessa visita tive a felicidade de poder apreciar as duas! Alguns torcerão o nariz para o Urubu, mas ele é bonito sim!!! A harpia, com aquela postura toda, que chega a ser meio blasé, possui uma força incomparável, tanto que é a  ave de rapina mais poderosa do mundo. Ela gosta de viver no topo das árvores em florestas da América Central e do Sul. No Parque das Aves, elas têm um viveiro para reprodução, considerado o maior do mundo.

Passando pelas Harpias, um pouco mais adiante, encontramos o Urubu Rei. Seu habitat natural são as terras do continente americano. Longas asas o ajudam a planar mais facilmente quando pega correntes de ar quente e sua visão de longuíssimo alcance, o faz avistar presas a 3 mil metros de altura. Por tudo isso ele é considerado uma das majestades dos ares.

Viveiro das Araras

Como disse Guimarães Rosa: “ao longe avista-se o grito das araras”, por sinal essa citação está escrita em algumas placas do Parque. Por que é impossível não ficar extasiado quando começamos a ouvir a “zuada” que elas fazem! O guarda-parque que nos apresenta o viveiro nos fala: sejam bem vindos, venham participar de uma imersão no mundo das araras e papagaios. Eu fui! E adorei!Foram alguns minutos ali, parada, observando, com os olhos arregalados de animação e encanto. Me senti criança novamente, que se deixa levar pelo impulso e quer correr, neste caso voar, com os bichos! E quando eu achava que já estava lindo assim, eis que as araras fazem uma, duas, três, revoadas, passando por cima da minha cabeça em rasantes. Foi FANTÁSTICO! Não fiz fotos, nem vídeos desse momento, por que na hora em que entrei no viveiro eu só queria curtir aquele momento. Ainda bem que marido estava junto e fez tudo isso!! eheheheh

Corujas

Corujas! Ahh as corujas. Eu amo corujas. Quando morava em Sete Lagoas-MG fazia exercício em uma das lagoas e, um belo dia, lá estava uma coruja com seus filhotinhos. Foi amor a primeira vista. Todo dia ia lá, só pra ficar babando os filhotinhos eheheheh… No Brasil existem cerca de 20 espécies e algumas delas estão no Parque das Aves.

Reino das Borboletas

Uma das paradas encantadoras e delicadas. Quando entramos no borboletário é preciso ficar atentos pois os moradores ali são frágeis. Lindas borboletas e beija-flores, que pousam em nossas mãos sem medo. Medo fiquei eu de sem querer machucar alguma delas. Minha avó sempre dizia que se uma borboleta te rondar é sinal de algo bom está para acontecer. O simples fato de uma me rondar já é algo bom, aos olhos e ao coração. Seus vizinhos de morada são igualmente queridos. Tão pequenos, coloridos e rápidos. E pensar que tem gente que caça beija-flores. Dói só de pensar…

Casuar

Já quase no finalzinho de nosso passeio nos deparamos com o Casuar. Uma plaquinha diz: “a pré história diante de seus olhos”. O Casuar é natural das florestas da Nova Guiné e da Austrália. Eu não conhecia essa ave, que a primeira vista se assemelha a uma Ema. Depois fiquei sabendo que eles são parentes! Mas diferente da prima distante, seu corpo é recoberto com penas, que são mais parecidas com pelos, como os seus parentes ancestrais. O Casuar não voa e tem uma visão aguçada, para compensar sua baixa audição. Podem medir até 2 metros de altura e correm até 50 km por hora. Já me imaginei apostando corrida com ele!!! É um bicho no mínimo, intrigante. Mas cuidado, se ele se sentir ameaçado, ou seus filhotes, parte para o ataque. Essa fama de esquentadinho lhe garantiu um lugar no livro dos recordes, como a ave mais agressiva do mundo. Na dúvida, o melhor mesmo é admirar de longe!

Algumas informações práticas!

O Parque das Aves fica na Avenida das Cataratas, km 17,1, quase em frente à entrada do Parque Nacional do Iguaçu. O bom é que o transporte público para exatamente na entrada do parque. A linha de ônibus que vai para lá é a 120, mesma linha que atende ao Parque Nacional e ao Aeroporto.

O Parque das Aves funciona das 08h30 às 17h, todos os dias. Os valores dos ingressos de 01/01 até 31/12/2017 custam: R$ 40,00 para brasileiros e estrangeiros, e R$ 10,00 para moradores de Foz do Iguaçu e municípios lindeiros. Mas sempre é bom se informar aqui pelo site do Parque, pois vai que algo muda né?!

Algumas pessoas dizem que o o melhor e mais indicado, é fazer o passeio pelo Parque pela manhã, pois não tem tanto movimento e as aves não estão estressadas! Além disso, como o Parque das Aves e o Parque Nacional do Iguaçu estão no mesmo caminho, já fica na mão para fazer as duas atrações no mesmo dia!

Mas em um feriadão (como foi o meu caso) é quase impossível ter um tempo de calmaria. Conversando com uma monitora ela me dizia que já houve feriados em que as visitações passaram de 60 mil pessoas dia. É gente para caramba, minha gente!! Independente do horário escolhido reserve pelo menos DUAS HORAS para ficar lá (se você gostar desse tipo de passeio, claro). São várias trilhas e viveiros para observar, além disso é possível fazer fotos com araras mansas, quando chega no final do circuito. Mas atenção: essa experiência não acontece às segundas-feiras. Eu, particularmente, não gosto disso, sei lá! Prefiro ver o bichinho ali, na árvore, do que ficar pegando ele. Mas isso é coisa minha. No dia em que estive lá a fila para a tradicional foto dava voltas. Achei aquilo meio cruel, mesmo sendo várias araras disponíveis. Mas como eu disse, é coisa minha. 😉

E essas foram minhas dicas sobre o Parque das Aves! Espero que tenham gostado! Besos


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Sou a Márcia, gaúcha lá de São Leopoldo. Sou jornalista, gremista, leonina, corredora amadora, viajante e Editora do Casa de Doda! Aqui eu conto sobre os lugares por onde andei e as belezas que vi. E sobre o que eu não gostei, também!! Vem passear comigo.

6 COMENTÁRIOS

    • Oi Angela!! É muito legal esse Parque. Confesso que Foz do Iguaçu como um todo, foi uma grata surpresa viu?! Adorei passear por lá!
      Obrigada pelo comentário. Beijos

  1. O Parque das Aves foi com certeza um dos melhores lugares que já visitei. Em Agosto passei pela frente mas não pude parar para visitar novamente 🙁

    A melhor parte foi as Araras sobrevoando as pessoas dentro do viveiro!

    Quem sabe da próxima eu encontre a Anna também hehehe

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